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Quando a História inspira a literatura, o teatro e os games

A História é um poço de inspiração para a literatura há séculos e não seria diferente com outras produções artísticas. Quando nos debruçamos sobre alguns dos maiores títulos de games, por exemplo, encontramos produções como Assassin's Creed, God of War, Pharaoh, Tenchu, Layers of Fear, dentre muitos outros. Podem até não remeter a acontecimentos reais, mas levam os jogadores para um ambiente nostálgico ou culturalmente e historicamente aparte do seu.


Ilustração: No jogo de terror Layers of Fear o player está preso em um casarão antigo com várias referências artísticas.

Já a literatura e o teatro são as formas de entretenimento mais antigas dessa lista apresentada no título e fazem até hoje a sua contribuição. Rememoremos, por exemplo, que com William Shakespeare a Europa já estava apresentada à rainha Cleópatra enquanto que no próprio Egito ela era uma desconhecida. Já nos dias de hoje temos peças inspiradas no Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo; muitas adaptadas, inclusive, para o público infantil. 

O cinema nem se conta. Basta ver a lista de estreia dos três últimos meses: “Assassin's Creed” (2016) e “A Grande Muralha" (2017).



Ou olhemos para filmes campeões em público e bilheteria: na lista encontraremos “E o Vento Levou” (1939) e “Titanic” (1997).  




A História, definitivamente, vende. Basta saber de que forma apresentá-la ao público. 

Porém, existe um fantasma que permeia tais produções. São as chamadas “incongruências históricas” ou “desculpa do entretenimento”. Tão comuns nesses materiais e por vezes postas propositadamente com o único objetivo de entreter o público, não importando se isso só faça fomentar estereótipos.  

Para que produtoras levem a sério a forma como estão abordando temas históricos o público precisa ser um dos primeiros a questionar. Existe, por exemplo, um personagem do filme Titanic, o William Murdoch, que de fato fez parte da tripulação do navio na vida real: [Spoiler]Embora testemunhos da época do desastre sejam contraditórios acerca de um possível suicídio de um oficial do RMS Titanic, no filme Murdoch é retratado se matando após assassinar com um tiro um passageiro. O seu sobrinho, ao assistir a película, se sentiu ofendido com a forma como o seu tio foi retratado e os produtores pediram desculpas publicamente na cidade natal do oficial [/Spoiler].

Por outro lado, existem aqueles que para promover suas obras inspiradas total ou parcialmente em acontecimentos ou paisagens históricas, revisitaram sítios arqueológicos, apontando o que de fato ocorreu e apresentando os personagens reais. Um bom exemplo são as produções históricas da NHK, uma emissora japonesa que todos os anos coloca em sua grade programas ou novelas que contam sobre o seu passado (inclusive já falaram sobre a imigração japonesa para o Brasil).


Foto: "Yoshtsune", novela da NHK que foi ao ar em 2005 contando a saga de Minamoto no Yoshtsune. 


Por fim, para fechar esse post, anexei aqui um vídeo do escritor de ficção Ken Follett, cujas histórias bebem muito de paisagens ou acontecimentos históricos. Nele o Follett comenta sobre os lugares que visitou e as pesquisas necessárias para inspirar as suas obras: 



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