Arqueologia

A tecnologia como a nova face da Arqueologia

Algumas pessoas enxergam a arqueologia como uma disciplina antiquada e envolta em escavações empoeiradas realizadas com pincéis e livre de comprometimento com a sociedade. Mas ela está longe disso: mesmo em sua época mais colecionista ela se mostrou como uma rara oportunidade de tirar a humanidade da ignorância se utilizando de diferentes métodos e técnicas.

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Ao contrário do que o senso comum pensa, a arqueologia nem sempre pode ser relacionada com as grandes escavações. Isso é um equívoco. Boa parte do trabalho é feito na biblioteca. Esse é um fato que pode assustar a maioria dos novos estudantes com um espírito mais aventureiro. É nela em que informações sobre possíveis sítios arqueológicos são recolhidas, onde dados sobre artefatos arqueológicos e debates teóricos são revisados ou discutidos. Mas não é preciso se deslocar até a biblioteca de um grande museu para obter tudo isso, já que muito do acervo acadêmico está disponível também online.

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Biblioteca do British Museum.

A internet tem sido de grande auxílio para as arqueólogas e arqueólogos ao redor do mundo não somente para divulgar suas pesquisas para o público não acadêmico, mas para facilitar a troca de informações entre pesquisadores.


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Mapa topográfico do México.

Mas a tecnologia tem auxiliado também com outras ferramentas: mapeamento de sítios com GPS, imagens de satélite, tomografia computadorizada, fotografias digitais de alta resolução e escaneamento 3D de artefatos. Tudo isso com a grande vantagem de ser compartilhado pela internet, dando a oportunidade a um pesquisador sem renda de analisar —  até certa medida — um artefato ou um sítio propriamente dito sem precisar sair da frente do seu computador.


Modelo 360º de Cerâmica Asurini feito por Almir Brito Jr 

E a arqueologia funciona melhor ainda quando diferentes técnicas e ferramentas são utilizadas. É aqui onde entra também a interdisciplinaridade. Isso dará mais segurança ao profissional acerca do que ele deve olhar, onde deve procurar e mesmo dar mais possibilidades de interpretações para os dados obtidos.



Márcia Jamille: Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e do Descobrindo o Passado. Lattes


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